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BATMAN: A PIADA MORTAL (ANIMAÇÃO)



Se tem uma coisa que agrada aos fãs de livros e historias em quadrinhos (HQ’s) é ver suas obras favoritas sendo retratadas nas telas de forma adequada. A grande aposta do momento foi a animação de um dos clássicos dos quadrinho, A Piada Mortal.

A Piada Mortal teve seu primeiro HQ lançado em 1988, nos Estados Unidos, pela DC Comics e trás uma das historias de origem mais conhecidas do vilão icônico de seus universos, O Coringa.

Você acredita que um dia ruim seja o suficiente para tornar louco uma pessoa “normalmente” sã? Esse é o grande questionamento levantado nessa historia. Aqui conhecemos um comediante desempregado em busca de um emprego para sustentar sua mulher e filho que está por vir. Não conseguindo um emprego formal, o comediante decide então aceitar um trabalho um tanto radical que pode mudar sua vida para sempre. E é isso que acontece. Durante o tão aclamado trabalho, um erro acontece e vemos dai o surgir do tão conhecido vilão.

A animação trás a trama com  excelência e fidelidade, não ficado de fora de fora nenhum dos acontecimentos retratados no HQ. Por possuir acontecimentos fortes, a animação teve sua classificação para +18, com um pouco mais de uma hora de duração.

Não se trata de uma animação boba, muito pelo contrário. Nessa historia vemos um Coringa extremamente cruel e desequilibrado e um Batman ciente de que a rixa entre ele e o vilão está predestinado a ter um final trágico.

Para intensificar a experiencia traumática, a animação introduz uma aventura do Batman com uma de suas parceiras na luta contra o crime, a Batgirl, Barbara Gordon. No começo fiquei meio receoso sobre essa introdução, pensando que poderia desfocar um pouco a história porém tudo flui muito bem, não ficando nada vago. Rola até uma cena inesperada que eu nunca esperava ver em uma animação.

A dublagem dos personagens são excelentes, o que não nos faz torcer o nariz enquanto assiste. Uma coisa que incomodou um pouco e me fez não ficar tão imerso na história foram os traços usados na animação, que poderiam ter sido feitos para transmitir um pouco mais de maturidade pois, em alguns momentos, pareciam traços de animações infantis.


Para quem não conhece a história, vale muito a pena conhecer a origem de um dos nossos palhaços favoritos. Para os conhecedores da historia, podem assistir sem medo pois não irão se decepcionar. A Piada Mortal teve uma sessão de lançamento especial na ultima segunda-feira, dia 25 de Julho, em alguns cinemas da rede Cinemark em parceria com o Omelete. Seu lançamento digital será no dia 2 de Agosto, não tendo data marcada para o lançamento dos DVD’s e Bluray nas lojas. A animação também pode ser facilmente encontrada para fazer download por ai, caso queiram.

Caso ainda não tenha sido convencido a assistir CLICK AQUI e veja um trailer.

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - O FILME

Preparem os lencinhos, pode ser que seu sentimental não aguente. Há um tempo atrás estive falando do livro “Como eu era antes de você”, um romance emocionante que ganhou meu coração, mesmo romance não sendo nem um pouco o meu gênero habitual, e disse também que sua adaptação cinematográfica estava prestes a estrear. Esse final de semana estive em uma sessão de pré estreia do filme que estreia oficialmente amanhã, dia 16 de Junho, e venho hoje falar um pouquinho do filme.


SINOPSE

Will (Sam Claflin) é um garoto rico e bem-sucedido, até sofrer um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Ele está profundamente depressivo e contrata uma garota (Emilia Clarke) do campo para cuidar dele. Ela sempre levou uma vida modesta, com dificuldades financeiras e problemas no trabalho, mas está disposta a provar para Will que ainda existem razões para viver.


Dirigido pelo britânica Thea Sharrock, Como eu era antes de você se mostra emocionante e envolvente. Se você procura um filme agitado, essa não é uma boa escolha. Como eu era antes de você é drama romântico calmo. 

Quem, assim como eu, leu o livro vai se surpreender com a forma como o filme é objetivo. Senti falta de alguns personagens que haviam no livro, personagens que julgava serem importantes para a trama da série porém isso não atrapalhou na trama do filme, que trás todos os marcos principais da história sem deixar a desejar.

O elenco maravilhoso conta com  Emilia Clarke (Game of Thrones), Sam Claflin (Jogos Vorazes),Matthew Lewis(Harry Potter), Janet McTeer, Charles Dance e muito mais. O que torna a experiencia do filme ainda mais impressionante. 

Não posso deixar de falar sobre a trilha sonora que trás musicas incríveis que só ajudam a te entrar na vibe do filme e te levam la no fundo do poço, convidando as lágrimas a saírem.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre o filme pois eu já falei sobre essa historia anteriormente na resenha do livro (Que vocês podem conferir aqui.). Não deixem de assistir ao filme, mesmo que não tenham lido o livro, pois vale a pena a experiência. Para aqueles que já leram, podem assistir sem aquele famigerado medo de que a historia não esteja fiel. 




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INVOCAÇÃO DO MAL 2

Invocação do mal 2 se passa 7 anos apos os eventos acontecidos no primeiro filme da franquia, que também originou Annabelle um Spin-ff que foi uma das maiores bilheterias dos cinemas. Produzido pelo mestre do suspense James Wan, o cara tem uma sacada muito boa com as grandes extensões com a câmera e sabe criar toda uma ambientação e clima para grandes sustos surgirem na tela.

Desde quando a sequencia do primeiro filme foi anunciada, Invocação do Mal 2 já chegava com grandes responsabilidades em ser tão bom quanto seus antecessores filmes, e não faz nada feio. Se você está indo para pular da cadeira com alguns sustos está indo ver o filme certo, o filme trás grandes referencias ao primeiro, com maiores e longas tomadas de sustos e suspense de arrepiar.
Mas, o clima de tensão é quebrado em alguns momentos para criar carisma pela família assombrada e até mesmo um clima de romance vivido pelo casal de investigadores Warren, mas tudo isso só contribui para que toda trama cresça, e ainda existem até alguns alívios cômicos.

As atuações  do elenco é grandiosa nem preciso falar que Vera Farmiga da um show do que sabe fazer como Lorraine Waren. E a jovem atriz Sterling Jerins que interpreta a "menina possuída" que é uma das engrenagens principais para que a trama funcione tão bem devido sua interpretação impressionante.

Há alguns momentos em que o filme falha, principalmente em algumas cenas que exige um pouco mais dos efeitos especiais, e é quando surgi à necessidade de mostrar um demônio ao invés de tentar trabalhar mais com a psicológico e o imaginário e nessas extensões o filme e acaba te tirando o tesão arrancando você de uma longa trama que havia construído. Mesmo assim, está longe de Invocação do Mal 2 ser um filme ruim, ele trás toda carga emocional que um filme de terror precisa pra funcionar e ainda ousa na maioria das cenas. O filme vale o ingresso.
ASSISTA AO TRAILER DO FILME:

SINOPSE DO FILME:
Invocação do Mal 2 acompanha uma ocorrência paranormal que se passou nos anos 1970 em Enfield, Inglaterra, e foi centrado em duas irmãs supostamente possuídas. Lorraine, investigadora paranormal real vivida por Farmiga, afirmou que viu as jovens levitarem e até testemunhou quando uma delas se desmaterializou. A garota foi encontrada 20 minutos depois em uma grande caixa de fusíveis, com seu corpo retorcido de tal forma que não era possível reproduzir a posição.
Warren ainda disse que o demônio falou diretamente com ela e seu marido, Ed, em várias ocasiões. Ela descreveu esta como uma das experiências mais aterrorizantes de sua carreira. Apesar dos eventos aparentemente inexplicáveis, a maior parte dos investigadores paranormais consideram que as irmãs queriam pregar uma peça e simularam tudo.

A 5ª ONDA - FILME


Hoje vamos falar do filme A 5ª onda, filme baseado no livro do mesmo nome do autor Rick Yancey. O filme conta a história de Cassie uma típica adolescente que é brilhantemente interpretada por Chloe Grace, a Hit-Girl de kickass. E tudo na vida de Cassie corria muito bem ate que uma nave alienígena sobrevoa sua cidade e logo descobrimos que seu objetivo é eliminar a raça humana, então temos Chloe correndo para sobreviver nesse cenário devastado perto da extinção humana, que lembra muito alguns momentos da série The Walking Dead. 

Nesse filme podemos dividir o roteiro em 3 partes, na primeira parte percebemos como eles queriam estabelecer um mitologia forte, estabelecer cada um dos personagens e relações, e podemos observar como era Cassie antes dos ataques vivendo com sua família e seus amigos e mostrando como era sua relação com eles. 

No segundo ato temos a introdução de Evans, o jovem que vai ajudar Cassie em sua jornada para sobreviver nesse mundo caótico. É no segundo ato que a atuação de Chloe brilha muito, como eu já disse ela esta muito bem no filme e aqui consegue mostrar como uma garota sensível e mostrar pra todo mundo o que uma garota daquela idade poderia estar passando naquele momento você realmente acredita em cada atitude dela. 

O terceiro ato é bem acelerado e tem uma ação bem dirigida e bem frenética, mas também é no terceiro ato que o filme acaba se perdendo um pouco, pra mim, deu a sensação de que eles não sabiam como acabar o filme, esse filme é o primeiro de uma franquia. 
Temos também uma segunda trama em paralelo com a  de Cassie, que é do personagem Ben, ela era apaixonada por ele na escola e depois que aconteceram todos os ataques alienígenas Ben, se junta ao exercito Americano, e nos da uma perspectiva diferente de toda essa ambientação. 

O filme alterna muito bem entre momentos de calmaria e de tensão, você praticamente não sente essa transição. Mas é justamente nos momentos de calmaria que mora o principal problema do filme e de todos os outros filmes adolescente, que é a obrigação de ter um casal romântico. Nesse momento eu sinceramente esperava que o filme ousasse mais tentando surpreender em relação a algumas atitudes deles. E ainda no terceiro ato temos esse romance atrapalhando algumas cenas de ação, isso me incomodou muito, isso me tirou um pouco da trama e me fez perguntar se eu teria tomado aquela atitude de alguma maneira, achei esse romance deles meio irreal e apelativo demais.  

A direção de arte e fotografia funcionam muito bem ela são simples mas são exatamente o que o filme precisa, os efeitos visuais também funcionam muito bem e a trilha sonora do filme é bem marcante e acompanha o crescimento de Cassie, e esse crescimento é o que humaniza a personagem, nós nos sentimos muito próximos a protagonista e a Chloe dá um show de atuação, ela sabe transparecer muito bem os sentimentos dessa jovem que em meio a todos os seus problemas adolescente que se vê obrigada a deixar tudo pra trás e se tornar uma verdadeira fugitiva e assassina pra poder sobreviver a uma ameaça maior que ela. E Cassie não é uma garota escolhida como na maioria dos filmes, ela é simplesmente uma garota comum e isso nos aproxima ainda mais da personagem. 

A 5ª Onda não é um filme ruim, ele poderia ter arriscado um pouco mais em algumas atitudes, mas em meio a tantas adaptações descartáveis que temos hoje ele se destaca com uma ótima protagonista e eu espero ainda ver muita coisa feita pela Chloe nos cinemas.

ASSISTA AO TRAILER OFICIAL DO FILME:

MARY AND MAX


Recentemente assisti ao filme "Mary and Max: Uma Amizade Diferente" no Netflix, o filme aborda o autismo e a solidão de forma bastante sensível, utilizando a delicadeza e a sutiliza do stop motion,
“A vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro”.
Com essa frase em seu roteiro, o filme “Mary and Max – Uma Amizade Diferente” (Austrália, 2009) nos mostra exatamente as dificuldades que somos obrigados a encarar durante a vida. Com um cenário praticamente preto e branco e personagens nada fofinhos, este definitivamente não é um filme para crianças.
A história gira em torno de dois personagens. Mary Dinkley que é uma menina de oito anos gordinha e solitária que não tem amigos e que vive no subúrbio de Melbourne, na Austrália. Max Horovitz é um judeu de 44 anos que tem Síndrome de Asperger (um tipo de autismo) e vive sozinho na cidade de Nova York. Ignorada pelos pais, Mary escreve uma carta para um endereço aleatório nos Estados Unidos com o intuito de matar a sua curiosidade sobre a origem dos bebês. Assim, alcançando dois continentes, ela conhece Max, que apesar da diferença de 20 anos em suas idades, acabam descobrindo paixões em comum e continuam se correspondendo por quase duas décadas.
Max pesa 160 quilos, é viciado em cachorro quente e chocolate e seu sonho é morar na lua só para não ter contato com as pessoas. Mary não recebe a atenção e o amor dos pais e seu único amigo é um galo. Sua mãe, Vera, é uma mulher um tanto desestruturada emocionalmente que se afoga na bebida e no cigarro e se refere a filha como um acidente. E é justamente por essa falta de carinho e apoio que eles se apegam tanto um ao outro.
Feito em stop-motion com massinha e poucos diálogos, o longa apresenta temas bastante pesados como a solidão, o suicídio, o alcoolismo, a obesidade e a depressão. Misturando drama e humor sarcástico, o diretor e roteirista australiano Adam Elliot se inspirou em histórias reais para compor seus personagens.
A trilha sonora instrumental é um dos pontos fortes do filme. Mas a fotografia também foi muito bem utilizada com apenas duas cores predominantes: o marrom, para o mundo de Mary, propositalmente a cor preferida da menina, e o cinza para o universo de Max, refletindo tudo que ele considerava caótico. É interessante notar também como no meio desse universo de cores uniformes, os objetos que simbolizam a amizade dos dois aparecem como os únicos coloridos e contrastantes com o cenário. Como o retrato de Mary desenhado por ela mesma para presentear o amigo e o pompom vermelho que Max usava em cima do quipá.
A amizade de Mary e Max sobrevive a todos os altos e baixos da vida. Enquanto Mary cresce, Max envelhece. E um apoia o outro em suas dúvidas e conflitos mesmo que nunca tenham se visto pessoalmente. Mas, talvez, a característica mais bonita de ambos seja a inocência. A dela normal de uma criança, acentuada pelos problemas com a família, e a dele provocada pela síndrome. Essa característica faz com que eles se compreendam incondicionalmente e não escondam ou manipulem seus sentimentos, que são expostos por eles sem medo.
Através de uma linguagem simples e com grande sensibilidade, o filme chama atenção para a dificuldade de todos os tipos de relacionamentos humanos e nos faz refletir sobre as diferenças e a importância de se conviver com elas. “Mary and Max” é um filme emocionante que mostra de forma original e direta como a vida é repleta de dificuldades e injusta aos nossos olhos. Mesmo parecendo um pouco pessimista, o longa, na verdade, é uma lição de esperança que deposita na amizade toda a força necessária para vencer as dificuldades impostas pela vida.
“Deus nos dá familiares… Graças a Deus que podemos escolher nossos amigos”. (Ethel Mumford)
TRAILER:

NOTA: Eu gosto muito de animações tanto para crianças ou não, mas "Mary and Max" foi além das minhas expectativas por tratar de assuntos tão fortes de maneira sútil. E o que mais gosto de ver em animações que tratam sobre temas adultos é que de alguma certa forma por ser animação da uma amenizada, traz uma suavidade pros temas abordados para que não fique pesado demais.